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terça-feira, 16 de maio de 2017

Antigo querer

lembrar... buscar nas teias
da memória um grande amor
é assim: um fogo que arde
e consome, uma nova dor
que insiste em fi(n)car em mim.

abrir a gaiola do passado e
permanecer lá dentro, presa,
no mesmo lamento sabendo
que a porta está sempre
aberta, basta voar...

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

UMA QUALQUER




à Marcha das Vadias

eu sou aquela que encanta, brilha, dança.
eu sou aquela que chora, briga, banca.
que vai à luta, xinga, sobe nas tamancas.

sou a vadia, que se criou nas calçadas,
no desperdício das insones madrugadas,
dias de ócio, tardes de amor, noites de trampo.

sou uma entre muitas que iluminam os palcos
e não leva pra casa, ninguém me desanca:
sou aquela que sabe rodar a baiana.

LEMINSKIANA




a vida é bela,
em tese.
apesar dos revezes
que ela
às vezes revele.