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domingo, 14 de dezembro de 2008

Sintaxe




















no chão polido das
regras gramaticais,
seu corpo, disposto
em palavras, frases,
se desfaz em orações.

pede novos períodos
requer outros versos,
sintagmas naturais.
de viéis eu prossigo
metaforicamente

e lhe traduzo em desejo!

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Poucas linhas...






desenho de Picasso


um desenho rápido,
em poucos traços,
meu retrato

quarta-feira, 10 de dezembro de 2008

Lua e Sal



















À CYNTHIA LOPES

Lua em mares
Brilhos
Em ondas sais
D'Água
Viaja.
Às linhas
Encrespa-se
A ir-se poema
E estoura
Em Mares
Ao novamente
D'Águas que sais
Que brancos às...
Areias
A lamber
Saboreando palavras

Desta boca:
A poesia


Escrito pelo poeta Da Montanha
(no Recanto das Letras), em 10.12.08.
Grata poeta por decifrar estas minhas muitas águas... humilde lhe agradeço.

Da Montanha...















Homenagem ao poeta Da Montanha

o poema paira
no ar, como uma pipa:
sou criança, somos.

Eu...


Selêne, obra de Ricardo Kersting









Sou assim:
tudo que
me emociona
eu grito e desejo
e me apaixono!



brilha estrela
da nossa mistura:
nação canta o
MARACATU

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Flor de sal...















fina camada
colhida com as mãos:
espuma,
delicada iguaria.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Amor...



















cárcere sutil
ata-me nesta prisão:
grilhões "per tempus".

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Niño poeta


Homenagem ao poeta Adolfo Payés

Mi niño poeta, que alumbra mi alma
Son tuyos los sueños de amores
Dulces, inocentes, calurosos y
Sensuales, que hacen que nazcan
Flores en los cielos, en los mares.

Mi noble hermano, que seas siempre
Guerrero, que sigas pintando con tus colores
Fuertes un nuevo mundo, en torbellino
De arte.
Tu sonrisa es llama que
Conduce corazones llenos de esperanza.

La libertad es tu certeza.
El exilio, tus cadenas.
Las palabras no silenciarán
Tu voz.
Tú sigues como hombre y no
Calla la vida en ti.
Nosotros, solidarios,
Cantamos contigo aquella misma canción

¡Que nos libera de cualquier prisión!

domingo, 30 de novembro de 2008




Desenho de Picasso









voa borboleta
tonta, pela vida curta:
estrela cadente.

(Publicado na Antologia de Poetas Contemporâneos nº 53 - CBJE)

sábado, 29 de novembro de 2008

Japão...












no país do sol
nascente: bossa nova,
banquinho e violão.

João Gilberto e a bossa nova...

Música: "Desafinado" (Montreux Jazz Festival)


domingo, 23 de novembro de 2008

Santuário...



Parque de Ibitipoca:
sabão de cinza, pão
de canela, paçoca.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

domingo, 16 de novembro de 2008

Prêmio Dardos - 2008


O poeta, pintor e multiartista, Adolfo Payés, com seu enorme carinho e gentileza me deixou este presente e, desta forma tenho que repassá-lo a outros amigos blogueiros. Portanto, entrego este prêmio a todos que estão elencados em meu link de leitura obrigatória e cotidiana, que me inspiram versos e fantasias que transformo em poemas. Meus agradecimentos a todos que visitam e me permitem conhecer seus escritos e àqueles que, anônimos, passeiam por este meu Cântico.
Como diz Adolfo, estes prêmios (ou selos), são uma maneira de reconhecer o trabalho, de demonstrar nosso afeto agregando valor a quem recebe o Dardos comprometendo-se a seguir as seguintes regras:
1- Levar o logo;
2- Viculá-lo ao blog do qual se recebeu o prêmio;
3- Eleger outro blogs para dar o prêmio e comunicar aos blogueiros.

Assim desejo entregar este prêmio aos seguintes blogueiros:

Fernanda Leturiondo(http://acasaoamanteeoexilio.blogspot.com/):Por seus versos cheios de vida, humanidade e verdade.

Márcia Cardeal(http://sementeiradequimeras.blogspot.com/):Por suas imagens e palavras que sempre nos transportam a um mundo lúdico e nos fazem voltar a sermos crianças.

Mara Faturi(http://per-tempus.blogspot.com/):Por sua entrega aos versos de corpo e alma.

Liz Kasper(http://lizkasper.blogspot.com/):Por suas múltiplas interpretações da realidade e por sempre nos apresentar várias de suas facetas personalíssimas.

Edinho(http://nosfundos.blogspot.com/):Por sua profundidade e amor incondicional.

Wilson Guanais<(http://cemiteriodenavios3.blogspot.com/):Por sua delicada teia de versos que tece com esmero e coração.

Renato Motta<(http://www.babilonia.blogspot.com/):Por sua brasilidade!

Obrigada a todos pelo carinho de sempre!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008


flor do pêssego
tempos de primavera
versos de Bashô

Entrevista


Cynthia Lopes

Quem sou
Entrevista dada à Câmara Brasileira de Jovens Escritores - CBJE
Clique em Entrevista para lê-la na íntegra.

domingo, 9 de novembro de 2008

(*)Porto das Almas

Gira a roda da fortuna
vão-se as velas, os navios,
os prisioneiros na prancha
da turba de mercenários
dos mares, negra bandeira
pirata!

Juntos seguem seu destino
de morte - baú de tesouros,
dobrões de ouro, garrafas
de rum. Por onde navegar
neste mar sedento de almas?

Na praia cantam as crianças
como sereias, sem derramar
lágrimas!

(*)Inspirado no filme "Piratas do Caribe"

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Aos guerreiros desconhecidos
















tantos soldados
todos mortos em batalha
importa ao general?


*****

ninguém sabe
os nomes destes soldados
lembram seus rostos?

*****

todo povo lutou
em algum momento.
quantos anônimos!


*****

minha pátria
e seus muitos sabiás...
no exílio, o silêncio.

*****
anistia para
todo aquele que sonha!
um entre multidões


*****

que sentido há
numa vida miserável:
desespero?
infâmia?

*****

via americana
um mesmo lar, história,
hablemos español
en las escuelas!


*****

foi-se o tempo
das respostas prontas:
revolução é virar do avesso

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Camille Claudel







A VALSA, de Camille Claudel, minha homenagem a esta mulher apaixonada.

Auguste Rodin




















"Ouvi o grito agudo da minha alma em luta pela mulher. Vigiei-me a mim mesmo nos momentos de paixão, de intoxicação amorosa, e estudei-os para os usar na minha arte".

Auguste Rodin

Conto Insólito

Encontros & Desencontros















Aquele homem havia perdido seus olhos.
Um homem tão interessante! Vivia de óculos escuros como um cego.
Ele podia ver a silhueta de todas as coisas, entretanto, não conseguia enxergar nada com nitidez, muito menos outros olhos.
Apesar de procurar muito os motivos deste seu problema que, com os anos, se agravava mais e mais, nenhum médico conseguiu lhe explicar ou encontrar qualquer causa orgânica para o seu mal.
Procurou em todos os lugares uma resposta, um ungüento, um conforto, sua cura e nada.
Seus olhos vagavam por sombras, apagados, vazios.
E quanto mais o tempo passava mais ele se escondia e encontrava nos versos o consolo do seu passado.
No outro lado do mundo uma mulher de beijos, vazia.
Seus lábios ressequidos eram marca indelével em seu rosto. Apenas seus olhos vivos, brilhantes e expressivos atenuavam a dor e a solidão. E quanto mais a vida passava em ausentes abraços e beijos e carinhos, mais ela se escondia e encontrava em seus versos o conforto de um futuro sonhado.
Mas, por uma destas contingências da vida, um dia seus versos foram conhecidos pelo homem cego que, encantado, fez chegar até a mulher (para que ela o conhecesse) o seu poema mais bonito.
E, assim, trocaram versos, rimas, desejos, quereres. Compartilharam momentos, olhares e beijos.
Fica evidente que os olhos do homem se abriram e, que os lábios da mulher floriram.
Porém ainda havia algo errado, o quê?
Cada um vivia em um extremo do mundo!
Foi então que tiveram a idéia de se encontrar no meio do mundo.
Marcaram uma data, uma hora e um local preciso.
Deste momento em diante, uma ansiedade louca tomou conta dos dois amantes e os versos se tornaram loucos, dementes de uma promessa de amor ao alcance dos olhos, das bocas, das peles agora quentes e ardidas.
No dia marcado, o homem caminha atravessando o jardim.
Do outro lado, a mulher caminha atravessando o mesmo jardim.
Os dois se vêem e caminham mais rápido passando um pelo outro, um através do outro...
Ao se voltar sem entender muito bem o que aconteceu, o homem vê apenas sombras e dos olhos da mulher um longo pranto lava seus lábios secos.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

*Hoje é meu aniversário...

Dos meus muitos amores...
















Minha princesa...
Minha Cynthia, estou apaixonado por você!
saudades do seu sorriso...
Tento esquecer quando só quero lembrar:
é que a correria de todo dia nos afasta
de quem amamos, mas este é o momento
de lembrar.
Quando te conheci, vi que cintilavas cores e brilhos, mas em alguns momentos ainda ficavam abafadinhos, talvez pelas espremidas da vida vivida, e foi com muito prazer que pude em sua companhia, partilhar com você, seu Cynthilar cada dia mais colorido com sua poesia e vivacidade!!!
Você conseguiu mostrar em palavras a sua
luta, todo o seu sofrimento, toda a sua
coragem. Sinto tanto orgulho...
Vejo você agora como uma mulher linda, feliz
e cheia de vitalidade.
Estou com tantas saudades, quando você vai voltar?
Melhor que a lembrança só mesmo a esperança
de encontrar-nos. Alguém que partiu há muito tempo,
mas cuja luz permanece em nosso pensamento.
Amiga, muitos beijos no seu coração!
esta casinha de São Thomé é para que você
coloque todos os seus desejos, é o seu castelo.
(...) deixa eu lhe abraçar, isso, bem forte!
Que bom estarmos juntas nesta estrada.
Ninguém agüenta mais você...
longe daqui, volte logo.
Menina de olhos de mar
pele de areia
sonho menina
riso maroto
teu perfume de flor
toma conta do nosso viver
te amamos.
Sinto muitas saudades da sua companhia
(...) você sempre foi minha melhor amiga e
confidente.
Tem vezes que sonho que você veio me visitar (...)
Li sua carta na rua e minha vontade foi de voar
até você, gostaria de lhe dizer que te amo, que seus
olhos são lindos e que estás viva (...)
Contudo, lhe observo de longe e lhe aprecio
pela simplicidade e pela beleza fácil que emana.
Você chegou mansa, calada... e conquistou
nossa amizade e carinho. Sua docilidade e simpatia
nos cativaram.
Não perca nunca este seu jeito meiguinho de ser...
- Nuvens de beleza no limite...
Irmãzinha amada fiz couve (...). Não fechei a panela
do feijão, pois você não sabe abrir.
Comprei bananinha, espero que você goste.
(...) um beijinho, mimo-mimo
Que embellece aún más tu aniversario
hecho vida
Cynthia
Este poema
Que es en esencia de tu presencia
Ternura liquida del saber inmenso del amor
Saudações escorpianas... parabéns!
Felicidades!
Valeu Cynthia, o rock não morreu!!!!


*E dos meus muitos amores, eu recebi versos, palavras, algumas são de emails ou cartas antigas que tirei formando um mosaico de versos de amor e incentivo.
Obrigada a todos pelo carinho, pela ternura! Obrigada a Deus pelas muitas bençãos
e por ter chegado até aqui sendo do jeitinho mesmo que sou!

*Cântico das Palavras

Poema de Adolfo Payés

Poemas
Versos
Vida
Esperanza
Ternura liquida del saber inmenso del amor
Hacia los más pequeños de este mundo
Brasil
Los pobres
Marginados
Favelas
En ellos esta tu entrega
Con dulzura literaria
Que embellece aún más tu aniversario hecho vida
Cynthia Lopes
Este poema
Que es en esencia de tu presencia

* A ti Adolfo, um agradecimento especial,
por sua ternura e carinho por este meu
Cantinho e por seus lindos versos em
comemoração ao meu aniversário.
Besos y mi saludos siempre...

sábado, 25 de outubro de 2008

Des+construção


Eu, mulher, vivo
entre dois pólos
buscando sempre
a humanidade.

Vivo o incerto,
o risco certo,
amor derradeiro

- sempre reconquistado.

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Os dois mundos














uma corda esticada, tensa,
nela dois mundos suspensos.

uma nota silenciosa
retida no oco do tempo.

dois sóis findam em buracos
negros tragando palavras

que de vazias, murcharam
em doloroso silêncio.

(Publicado na Antologia de Poetas Contemporâneos nº 51 - CBJE)

domingo, 12 de outubro de 2008

Mário Quintana





Há ilusões perdidas mas tão lindas que a gente
as vê como esses balõezinhos de cor que
nos escapam das mãos e desaparecem no céu...



*Meus queridos leitores, poetas e amigos,
achei esta preciosidade no blog (l'excessive),
de Liz Kasper,
e a trouxe para o comentário geral de vocês.
Bjsss

Rede


vai e vem
vem e vai
eu
você
no
balanço
da
rede,

o sol
explode
em nossos
plexos, sexos
latejam
gozo
gostoso
tem gosto,
de novo!

sábado, 11 de outubro de 2008

Ode ao lobo mau
























- Ei, você que vive inconseqüente
levando a dor por todos os cantos
aonde passa – tudo tem sua paga
nesta vida. Não estou falando em

pragas, maldições ou semelhantes,
mas em plantar e colher – ventania.

Narciso faminto por beleza
vê seu reflexo nas águas, e
deixa-se tragar por sua substância,
por uma miragem, pela aparência.

Destila seu veneno egoísta
pelo caminho, sem amor, só Ego.
Cuidado, sempre há o dia da caça,
é quando todas nós, solitárias

mulheres, nos encontramos na dor.
Seremos como uma apenas armando
o alçapão. Claro que em sua vaidade
nem conta com esta possibilidade.

Pode ser, mas certo é que as lágrimas
que derramamos, cairão dos seus
olhos em dobro, num desconserto.
Águas que preencherão o mar calmo

que todas nós sonhamos.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Conto Insólito - Olhos abertos
























Lenora sentiu um mal estar súbito e um grande desânimo, a única coisa em que pensou foi deitar e dormir.

No meio da noite, de repente, seus olhos se abrem.

Não há o que ver, a escuridão se apoderou da casa. Calafrios percorrem o seu corpo imóvel. Tentou gritar, mas sua voz não saia e sua boca não conseguia se mover. Nada se ouvia, silêncio total... ficou ali paralisada, na memória, os muitos sonhos (pesadelos!) em que teve esta mesma sensação, parecia contá-los, quantos foram?

Abertos no breu apenas os seus olhos podiam se mover. Um frio intenso subiu-lhe dos pés a cabeça enrijecendo todos os seus músculos, uma sensação incômoda e incomum. Sentiu-se uma pedra de gelo pesando toneladas! Com esforço fechou os olhos abrindo-os após minutos de angústia.

Foi então que pode perceber as milhões de estrelas que a cercavam. Seu corpo cedendo a falta de gravidade ficou leve como uma pluma, embora ainda sentisse o frio e a imobilidade.

Corpos celestes, de variadas cores e formas se moviam juntando-se a um único ponto de luz e o ponto crescia a sua frente, até que todo o espaço profundo se encheu de luz. Na luz corpos surgiam do nada, corpos de luz a envolviam com seu calor, sua paz, sua calma e aos poucos seu corpo dançava nos céus, nos vários céus... não havia diferença, tudo era mesmo uma coisa só, uma vida que permanece e continua, contínua, para sempre...