
Não tape seus olhos nem minta para si.
Veja os pequeninos de Deus, os nossos filhos,
pelas ruas drogados, caídos, violados,
como bonecos jogados nas mãos de uns e outros.
Escute seus gemidos, seus gritos de pavor!
A realidade está posta, para ser sentida.
Devolva com arte. Então, não se cale.
Você tem mãos, meios, voz, expressão.
Mostre, através dos seus gestos, da sua postura,
que somos livres no amor, e não escravos.
Nós - não precisam sufocar nossa garganta-,
temos tempo, não permita que os lábios calem,
que o momento passe, que os desejos terminem,
e os sonhos morram. Nos expulsem das coxias,
nos arranquem da cena, selaremos a arte
e a vida, neste mesmo espaço. Celebremos!
No palco sobe a plateia, aplaudida de pé pelos atores.






























