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quinta-feira, 8 de maio de 2008

Ex-amor



Eu lhe vi hoje, novamente...
mais velho talvez, bem sério,
como sempre. A mesma boca
que muitas vezes me disse
o quanto odiava me amar
- tanto!

Ah sim, era você sem dúvida.
Quase um pacto, sem palavras
ou rugas, o tempo passou
em silêncio, quanto tempo?
Precisamente quantos?
- tantos!

Um largo e profundo abismo
se criou neste amor que foi.
Fui e hoje sou eu mesma.
Não há nada de você em mim,
os filhos não aconteceram.
- não há frutos!

Com certeza ninguém o amou
como eu. Certamente ninguém
o odiou como eu! Longo filme
o nosso sem final feliz.
Tanto faz, tudo passa ...
- passamos nós.

2 comentários:

Adolfo Payés disse...

Todo pasa y cuando llega a pasara pasa para ser mas fuertes, bellos poema cynthia encaminas mis sentimientos al silencio secreto de la reflexión, siempre siempre me voy con animo cada vez que leo tus poemas.. un abrazo y un beso

Cynthia Lopes disse...

Meu querido poeta fico feliz que meus versos o levem a refletir e lhe trazem novo ânimo! Gracias un abrazo e besos